quarta-feira, 30 de março de 2011

Aniversário

Sim... hoje é meu aniversário.
Trinta e três anos se passaram desde a madrugada de trinta de Março de 1978, quando Deus me colocou nos braços de Minha MÃE, a primeira forma de encontrar e receber AMOR, desde então sou busca e encontro.

Hoje nesta Quarta-feira de sol no meu coração, eu desejo... Desejo receber e distribuir desejos tangíveis e intangíveis. De curto, médio e longo prazo.

Hoje eu quero presença, sorrisos e abraços.
Quero o maior sorriso do meu filho.
Quero minha caixa de email transbordando de sorrisos...
Quero meu telefone tocando com música de felicidade...
Quero a gargalhada do meu Pai...
Quero a presença dos meus irmãos.
Quero a Benção de DEUS.
Quero o colo de minha MÃE.
Quero o beijo do meu Amor.
Quero meus amigos...

Sei que muitos dos desejos que quero, não terei...
Fecho os olhos e sinto o cheiro de flor no colo de minha MÃE me refazendo...
Me fazendo nascer de novo...

Então...
Todos estes desejos eu abraço com aconchego e peço vitalidade.
Sonhos suficientes para continuar recebendo alegrias e cores, completando ciclos,
Conhecendo pessoas, amando e sendo amada.
De todos que passaram, estão e ainda virão fazer parte da minha vida.
Dos que amei, amo e ainda irei amar...
Dos amigos presentes, ausentes e dos que ainda virão.
Do trabalho conquistado
Das batalhas perdidas
E das conquistas até aqui...

Obrigada a todos... e tudo.
Obrigada...Obrigada...

Vida que segue... Mais plena.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Adaptar


Severas, distantes mãos de amor
Que ousam como os desbravadores de matas virgens
Pousa em minha alma sedenta de mãos
Num afago de tortura querida e devaneio

Ânsia de manhã vinda
Acaricia meu ego com palavras de ontem
Redescobre a vida nas linhas de hoje
Na boca distante que promete mel e fel.

Meu nada encontra a insensatez de querer
Seus olhos dizem que existo
E o arco Iris inimaginado é todo cor
Coração é todo riso.

Não saber o que será
Não querer saber, apenas desejar
Querer ser mata virgem
E  nunca poderá ser a mesma, não mais...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Busca...



Trêmulo corpo a tatear noite escura,
Busco em calor de mãos sua pele
Cheiro de pimenta, nada e ópio.
Perturbado medo, anseio seus braços.

Lânguido olhar a procura dos seus,
Boca seca em fel, sangue em forma de mel
Fome que desnorteia  em amargor de céu
Seja eu no instante de saciar o teu...

 Onde estás? Porque te sinto...
Tão longe e tão perto
Palavras em forma de fogo
Trovoadas de sensações... sentes?

E a imaginação não dita
Flutua nas correntes de sangue quente
No turbilhão de magma que flutua dentro de mim.
Onde irei agora? 

Juscélia Sousa

quinta-feira, 24 de março de 2011

Chuva



Chove nos meus pensamentos, como n'aqueles aconchegos do corpo espantando o frio.
O  puro prazer que me enche de delícias e vida.
Em seus lábios acolhedores rasgando toda a tristeza! 
Sou menina, sou mulher, inconstante e dual.
Recebo e retribuo em doses de ternura adocicada dos dias de chuva...


quinta-feira, 17 de março de 2011

Olhar

Observo os olhares perdidos nas praças.
Já não esperam nada. E se esperam, esperam tropeçar no caminho não imaginado
Esperam o que não sonharam. Esperam a paixão que não aconteceu.
Os olhares, em seus ecos perdidos carregam dores dos dias passados.
Os olhares não tem foco
Já não tem direção
Os olhares perdidos da praça
já não temem o tempo
Já não temem a hora
Já não vangloriam das vitórias
e nem descrevem as derrotas.
Os olhares perdidos esperam apenas encontrar uma lua que iluminem seu "sol".

Quem?

Sinto frio, na espinha, no estômago.
Calafrio dessa (in)dependência diante da qual me descubro
tão honestamente despreparada.
Não me acho entre os livros nem nos meus avessos.
Não tenho respostas em divã de analista.
Sou vulnerável, recalcada e materna.
Sou firme, despudoradamente sem vergonha e egoísta quando quero....
Quero muito ainda ser tudo isso....
Mas quem cuidará de tudo isso? Eu?